Feedback é uma diretriz com um tempo determinado de retorno, diz
consultor Maurício França
Elogios, broncas, tapinhas nas
costas, conselhos, desabafos e até lavagem de roupa suja figuram no
entendimento comum sobre feedback, mas são mitos
que impedem a utilização dessa simples ferramenta no dia a dia das
organizações, alertou o consultor Maurício França, do escritório Dorsey Rocha
& Associados, em palestra no Café de Relacionamento com novos associados da
Amcham – São Paulo na sexta-feira (26/04).
E o feedback não é pouca coisa. “É a principal
ferramenta do líder, que precisa se comunicar com sua equipe para chegar às
suas metas”, acrescenta França. O problema, segundo ele, é que o recurso ficou
banalizado, porque todo mundo acha que sabe fazer; não está enraizado na
cultura brasileira e a maioria não sabe fazer. Em decorrência desse
desentendimento, o feedback não é feito de maneira assertiva, aponta
França. “É comum, por exemplo, flagrar gestor dizendo ao subordinado algo como
‘da próxima vez, faça assim’, que é um tipo de conselho, em vez de abordar o
fato exato que deveria ser o foco da conversa”, comenta.
Diretriz
Segundo o consultor, a essência do feedback é fornecer uma diretriz para o
profissional e um determinado período para que o resultado floresça. Ele afirma
que é preciso estruturá-lo em um planejamento a partir de um fato e de dados
relacionados. “Tem de ser descritivo e narrar o fato em questão, de maneira
clara e objetiva e sem analogias, que podem gerar dubiedade”, indica.
É importante considerar o local e o
momento de fazer o feedback, para não criar
constrangimento, e se certificar do equilíbrio emocional do gestor, para não
perder o foco. “É preciso cuidar para não perder a cabeça nem focar no passado.
O foco deve ser ‘aqui e agora’,” analisa. Outro ponto a ser considerado pelo
gestor é ter equilíbrio entre o feedback de alinhamento (o que corrige) e o de
reconhecimento, destacando os aspectos favoráveis com a mesma facilidade com
que se evidencia os desfavoráveis.
Ouvido atento
O mais importante, realça França, é
que o gestor saiba ouvir. “A principal queixa dos liderados é de que os líderes
não sabem ouvir. Mas é preciso escutar genuinamente, deixar que a pessoa se
posicione”, diz. O exercício, nesse ponto, é o de perguntar, mais do que
afirmar, como estratégia para entender o referencial do interlocutor. “É
preciso ouvir com a intenção de compreender, mesmo quando não concorda”, acrescenta.
Indicador final
Outra pergunta a ser feita é se o
subordinado, enfim, entendeu o objetivo da conversa. “É a única forma,
inclusive, de saber se eu, como líder, estou me comunicando bem”, comenta. Da
mesma forma que abre caminhos para o relacionamento, o feedback também pode fechar portas. “Se a
diretriz já foi mostrada e o profissional segue outro rumo, então esse pode ser
o limite até a demissão”, cita.
Fonte: Amcham
http://www.facebook.com/pages/FCOV-Assessoria-Consultoria-em-Recursos-Humanos-Ltda/275515715834101
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