sexta-feira, 26 de abril de 2013

A Lei do Sucesso


No topo antes dos 40


No topo antes dos 40


Chegar cedo ao topo da pirâmide profissional exige não apenas muito trabalho e boa dose de sorte. Traçar um plano sólido que pressupõe algumas escolhas e outras tantas renúncias também integra o cotidiano de quem tem pressa. O CanalRh conversou com três profissionais que, antes dos 40 anos, conquistaram prestígio e reconhecimento em um cenário que ainda valoriza a quilometragem rodada e alguns cabelos brancos.

O preço do sucesso

“Quando criança, lembro do meu pai falar que no Brasil só havia duas profissões de futuro: engenharia e medicina. Como nunca quis ser médica, fui ser engenheira.” Foi com essa formação que, aos 22 anos, ainda universitária, a carioca Adriana Lima iniciou sua carreira como estagiária na IBM, onde, após um ano, foi promovida a analista de marketing. “Sempre quis fazer parte do mundo corporativo e, como a engenharia possui esse viés da administração, fui alocada em marketing e me apaixonei”, confessa.

Após cinco anos, Adriana foi para a antiga Intelig, posteriormente adquirida pela TIM, ocupando um posto no mesmo setor. Passados sete anos, foi promovida à diretora de vendas. Sua proatividade e facilidade na gestão de pessoas chamaram atenção de um antigo parceiro de trabalho, que a convidou para atuar na Telmart Integração, que faz a convergência das áreas de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.  Desde outubro de 2010, ela é a número um na hierarquia e responde pela diretoria executiva da organização.

Aos 39 anos, Adriana se orgulha ao anunciar que a companhia dobrou de tamanho em dois anos. “Quando assumi a direção, o faturamento médio era de R$ 20 milhões e tínhamos 40 funcionários. Hoje, faturamos R$ 50 milhões e temos 120 funcionários”, afirma. O sucesso a satisfaz, mas ela não esconde os perrengues enfrentados por causa da mudança radical na carreira. “Assumir uma corporação e fazê-la crescer de forma veloz e planejada foi – e continua sendo – um grande desafio.” Para chegar lá, a receita envolveu foco e estudos. “Gosto de desenvolver pessoas e procuro me cercar de especialistas na área técnica. Além disso, ingressei em um programa da FGV de formação de presidentes”, revela.

Para conseguir ascensão rápida, Adriana precisou fazer algumas escolhas difíceis. “Não são todos os homens que sabem lidar com o sucesso das mulheres e com todas as consequências disso. Por isso, no meio desse crescimento profissional, divorciei-me”, revela.

Mas a situação não a incomoda. Mãe, quando ainda ocupava uma posição júnior no mercado, acredita que tudo tem seu preço. “Tento seguir o conselho de um antigo diretor: ‘Quando se faz uma escolha, é melhor não olhar para o que se deixou para trás’”, comenta.

Movido a mudanças

A história de Juliano Menegazzo, de 34 anos, se assemelha com a de Adriana. Vice-presidente global de Lançamentos da Siemens Enterprise Communications, iniciou sua carreira na empresa aos 21, como estagiário, em Curitiba. Contratado menos de um ano depois, obteve um crescimento vertiginoso, incluindo a transferência para São Paulo anos depois, onde exerceu tarefas de abrangência nacional e, posteriormente, de alcance em toda a América Latina, no comando da vice-presidência de Marketing e Pré-vendas. Há um ano ocupa a gestão do time global para lançamentos de produtos e serviços e, hoje, vive nos Estados Unidos. “Tive muitas oportunidades, com grande possibilidade de aprendizado”, destaca.

Pós-graduado em Marketing, engenheiro eletricista com ênfase em Telecomunicações e técnico em Eletrônica, o executivo, que, ao prestar vestibular, estava na dúvida entre engenharia ou educação física, é grato pelas oportunidades que teve, mas afirma não planejar a carreira. “Tenho plano de cursar um MBA ou algo semelhante, mas não tenho nenhum projeto muito estruturado”, garante, acrescentando que é feliz no que faz hoje e que não tem grandes preocupações com o amanhã.

A leveza com a qual Menegazzo encara a vida, todavia, não esconde os percalços superados ao longo do caminho. Na sua primeira mudança para São Paulo, sua então esposa permaneceu em Curitiba. A situação afetou o primeiro casamento do executivo, que hoje vive seu segundo matrimônio.

Quando coloca tudo na balança, Menegazzo acredita, porém, que todas as decisões tomadas foram acertadas. “Normalmente, o cenário é bastante simples: aceitar a mudança ou não. Como gosto muito de mudar, fica tudo mais simples”, afirma.

Passo a passo veloz

Formado em administração de empresas, Eduardo Seidenthal construiu uma carreira executiva sólida e avalia como importantes cada uma das etapas que enfrentou na formação do profissional e da pessoa que é hoje.

Aos 21, Seidenthal iniciou a carreira como estagiário da Unilever. Um ano e meio depois, ingressou no programa de trainee da Philip Morris, de onde saiu para ocupar a gerência de produto da Whirlpool. Após alguns meses na companhia e ainda sem saber muito bem o que queria para a carreira, decidiu cursar MBA em Empreendedorismo nos Estados Unidos. Voltou ao Brasil em 2003 e foi contratado como gerente pela Johnson & Johnson, chegando em 2007, aos 31 anos, a diretor de Marketing para a América Latina. “Sempre tive o desejo de crescer, ganhar mais responsabilidade e desafios. Acredito que esse tenha sido o principal fator para meu crescimento como executivo.”

Apesar do sucesso, o executivo percebeu que aquele não seria seu futuro. “Sabia o que não queria, mas não tinha a mínima ideia do que desejava”, recorda-se. Passou a investir tempo, dinheiro e energia para descobrir o que, de fato, fazia seus olhos brilharem. Foi aí que conheceu Oscar Motomura, presidente da Amana Key, que o convidou para trabalhar com ele.

Seidenthal abandonou a carreira na J&J e foi ganhar menos. “Algo dentro de mim dizia que esse era o meu caminho”, revela. Nesse tempo nasceu a ideia de fundar a Ubuntu, uma rede colaborativa voltada ao desenvolvimento do empreendedorismo individual, com processos de reflexão focados em indivíduos, equipes e organizações.

Atualmente, Seidenthal encara sua carreira como uma estrada na qual cada passo e cada trabalho foram fundamentais para que chegasse aonde está. “Não existe maneira melhor de descobrir seu propósito a não ser trabalhando muito e refletindo sobre suas ações, procurando ser consistente com seus valores, com suas paixões e com seus talentos. Esta tem sido uma jornada fascinante”, assegura.

Fonte: Lucas Toyama e Ana Paula Martins



Número de empregados que 'demitem o patrão' dobra em 4 anos


Número de empregados que 'demitem o patrão' dobra em 4 anos


"Você está demitido!" Quantos trabalhadores já não escutaram essa frase e pensaram em dizer o mesmo para o seu empregador?
A lei trabalhista brasileira permite que o trabalhador "demita" o patrão em alguns casos: quando ele não cumprir o contrato de trabalho, deixar de pagar salário, atrasar constantemente o recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou até deixar de registrar o funcionário em carteira.
É a chamada rescisão indireta, prevista no artigo 483 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O funcionário pede para rescindir seu contrato de trabalho sem perder o direito a verbas rescisórias.
No pedido de demissão "normal", sem justa causa, o trabalhador não tem direito a receber, por exemplo, FGTS nem seguro-desemprego.
Se comprovada falta grave da empresa, como ser ameaçado, agredido fisicamente ou exposto a situações em que fica caracterizado o assédio moral, o empregado também pode pedir a "demissão" indireta do patrão.
Em casos de assédio moral --conjunto de condutas abusivas, frequentes e intencionais que atingem a dignidade da pessoa e a humilham--, além da rescisão indireta, é comum o pagamento de indenizações por dano moral.
O aumento de pedidos de rescisão indireta chama a atenção de juízes, advogados e especialistas em mercado de trabalho. Levantamento do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região (Grande SP e Baixada Santista) mostra que o número de ações de trabalhadores abertas para pedir a "demissão" do empregador praticamente dobrou nos últimos quatro anos: de 19.888 em 2009 para 38.189 no acumulado de janeiro a novembro de 2012.
"É um estranho indicador de descumprimento da legislação", diz o advogado trabalhista Luis Carlos Moro.
Os pedidos de rescisão indireta no ano passado, no acumulado de janeiro a novembro, representaram 11% do total dos processos (349.198 ações) que ingressaram no TRT no período.
MERCADO AQUECIDO
Um dos motivos que podem ter contribuído para o aumento no pedido de rescisões indiretas é o aquecimento do mercado de trabalho.
"Como estamos próximos do pleno emprego, o trabalhador tem tolerância menor com o desrespeito ao seu contrato de trabalho", diz o juiz Paulo Jakutis, do TRT-SP. "Se o empregado trabalha em um ambiente de alto ruído e não recebe protetor auricular, se está em ambiente que o coloca em situação psicológica estressante ou se é tratado de forma rude, não está mais disposto a 'engolir sapos'."
Com o desemprego em queda e a maior disputa pelo trabalhador, a empresa que não cumpre o contrato, atrasa salários ou pressiona o funcionário a cumprir metas impossíveis é questionada.
"A rescisão indireta é, nesse caso, uma forma de o trabalhador receber os benefícios como se fosse demitido sem justa causa", diz o advogado trabalhista Aparecido Inácio Ferrari de Medeiros.
DE OLHO NOS DIREITOS
O vigilante Paulo Eduardo Souza, 37, é um dos incluídos nessa estatística.
Para conseguir seus direitos trabalhistas, pediu a dispensa indireta do patrão, uma empresa terceirizada de segurança de condomínios residenciais e de hospitais.
Souza reclama de "perseguição" pela empresa de segurança, que o transferiu sucessivamente de local de trabalho, aumentando o tempo gasto no deslocamento desde sua casa, com o objetivo de forçá-lo a pedir demissão.
Ele afirma ainda que a empresa de segurança o obrigava a cumprir uma escala inviável de trabalho, com plantão noturno até meia-noite seguido, no outro dia, de jornada matutina a partir das 7h.
O trabalhador também afirma que não recebia os benefícios acertados no contrato. "Tudo começou quando apartei a briga entre dois condôminos. Um deles achou que tomei parte do outro e reclamou para a empresa."
O caso está na Justiça de São Paulo. A empresa em que trabalhava informa que Souza simplesmente abandonou o trabalho no final de novembro, o que dá motivo para demissão por justa causa.

GESTÃO DE CONHECIMENTO – VALIOSO RECURSO PARA SUA EMPRESA

GESTÃO DE CONHECIMENTO – VALIOSO RECURSO PARA SUA EMPRESA


Com a evolução da cultura empresarial percebe-se que cada vez mais é investido em gestão do conhecimento. Ao longo do tempo, as empresas perceberam que não eram apenas as máquinas de ultima geração e o investimento em tecnologia que estavam gerando o lucro, o conhecimento e a valorização dos colaboradores também faz parte do processo para alcançar o sucesso.
Uma recente pesquisa realizada pela empresa britânica de consultoria e auditoria empresarial Deloitte indica que as empresas pretendem investir 2,4% do seu lucro em benefícios para os colaboradores. Transformando a gestão de conhecimento em um valioso recurso estratégico para a vida das pessoas e da empresa.
Valorizar a criatividade, conhecimento e a competência são fatores positivos e um grande diferencial competitivo. Gerar oportunidades para os profissionais que integram a empresa significa ainda melhorar os resultados e aumentar crescimento da mesma.
As organizações têm reconhecido que é necessário investir neste tipo gestão para manter os colaboradores competitivos no mercado e melhorar o seu desempenho. Mas para implantar essa gestão de conhecimento é preciso garantir uma boa comunicação interna, explicando a importância de cada um no contexto da empresa.
A gestão de conhecimento deve fazer parte da cultura da organização para que os colaboradores entendam a necessidade e a importância desse investimento. Compartilhar suas experiências para que cheguem ao conhecimento de todos é uma forma de agregar valor ao colaborador e a empresa.
Uma das dificuldades atualmente é aplicar a gestão de conhecimento de forma alinhada aos negócios, é importante se preocupar com o objetivo final e ter uma estratégia para isso.
Veja dois tipos de conhecimento que pode ser aplicada pelo ser humano:
- Conhecimento explícito: é facilmente adquirido por meio da leitura de artigos e livros. É o que pode ser articulado com uma linguagem formal. Quando falamos em funcionalidade do sistema ou de uma etapa de um processo produtivo, tratamos do conhecimento explícito.
-Conhecimento tácito: é o conhecimento pessoal adquirido com a prática. Só conseguimos mostrá-lo usando, pois é difícil ser articulado na linguagem formal.
Esses dois tipos de conhecimento, aplicados e compartilhados na empresa, contribuem para a geração de valor e a melhora do atendimento ao cliente. Uma vez disseminado, o conhecimento pode ser retido por outros colaboradores gerando resultados positivos.
Fonte: Instituto Brasileiro de Coaching